Governo quer usar PIS/Pasep parado para reduzir rombo fiscal

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O governo trabalha para enviar ao Congresso uma proposta para que recursos do PIS/Pasep não sacados pelos trabalhadores sejam usados pelo Tesouro Nacional. O objetivo é aliviar a situação das contas públicas e, assim, evitar novos cortes de recursos.

O governo pretende usar o dinheiro ainda neste ano e o instrumento mais provável é uma medida provisória a ser enviada ao Congresso. Mas, antes de recolher os recursos à conta do Tesouro, o governo planeja lançar uma campanha publicitária para incentivar as pessoas a sacarem o dinheiro a quem têm direito.

Hoje parados em bancos públicos, os recursos poderiam ajudar a reaquecer a economia. Segundo o Ministério da Economia, R$ 22 bilhões poderiam ser injetados na economia com as ações de estímulo aos saques do PIS/Pasep, mas estima-se – pelas experiências anteriores – que a maior parte, cerca de R$ 20 bilhões, pode continuar parada, mesmo após a campanha em favor do resgate.

Por que não sacam?

O PIS é um abono pago aos trabalhadores da iniciativa privada administrado pela Caixa Econômica Federal. O Pasep é pago a servidores públicos por meio do Banco do Brasil. A avaliação é que muitos trabalhadores nem sabem que têm o dinheiro guardado.

Por enquanto, a equipe econômica tem sinalizado que a medida se daria após a aprovação da reforma da Previdência. “Vamos liberar PIS/Pasep, FGTS, mas assim que saírem as reformas. Se abre essas torneiras sem as mudanças fundamentais, é o voo da galinha”, afirmou recentemente Paulo Guedes.

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